Veja flagrantes do Big Brother da maior ponte da América do Sul

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O trânsito na ponte é cada vez mais intenso. A cada ano, 26 milhões de carros
passam por lá. A última novidade para atender esse volume de carros é um trecho,
uma espécie de acostamento.
Atravessar a Baía de Guanabara pela ponte, com trânsito bom, é um
passeio agradável, de cerca de 10 minutos. Tudo que acontece ao longo do caminho
é registrado por câmeras. O Big Brother da ponte não perde nada. Os olhos da
Ponte Rio-Niterói são testemunhas de momentos de perigo.


A qualquer hora do dia e da noite, dois operadores estão de plantão no Centro de
Controle de Trafego, observando as imagens registradas por 25 câmeras.

“Hoje, o que mais preocupa quem trabalha aqui é a segurança dos motoristas e dos
motociclistas. Hoje, as motos representam 4,5% do fluxo e 15% dos acidente”,
observa o gestor de atendimento Virgílio Ramos.

O arquivo tem moto batendo, atrapalhando o trânsito, de noite, na contramão.
Dois homens apenas de sunga param e um deles atravessa em busca do melhor
ângulo. O outro escala a grade de proteção. Tudo por uma foto – o retrato da
imprudência.

Na ponte, pode ter chuva em Niterói, sol no Rio de Janeiro e um arco-íris no
meio do caminho. À noite, a lua inspira os apaixonados e um casal namora ali
mesmo, sem saber que estava no Big Brother da ponte.

Mesmo quem já viu tudo isso se surpreende: “Um fato interessante foi a
manifestação do Greenpeace. Pararam duas kombis, fizeram um rápido procedimento
no vão central, começaram, a descer de rapel. Acionamos a Polícia Rodoviária
Federal e foi aquele movimento todo, com congestionamento em Niterói e em São
Gonçalo”, lembra um operador.

Um ônibus pega fogo, e ninguém anda. Um acidente com 96 feridos envolve um
caminhão e quatro ônibus. Resultado: congestionamento inevitável.

Na primeira vez que a ponte abriu para o público, também teve congestionamento,
O dentista Sérgio Castro Alves esta lá com toda a família no carro: “Foi o único
engarrafamento que eu participei até hoje sem estresse. Todo mundo estava feliz,
rindo, satisfeito, como se tivesse realizando um desejo, ou uma esperança de
muitos e muitos anos, que era a promessa da ligação Rio-Niterói”.

Com um passeio de Rolls Royce, o presidente Emílio Garrastazu Médici inaugurou a
ponte em março de 1974. São 13 quilômetros e 290 metros de extensão, a maioria
sobre a Baía de Guanabara.

O primeiro projeto de criação de uma ponte para unir Rio de Janeiro e Niterói
surgiu em 1875. Mas apenas um século depois, esta ideia virou realidade,
atendendo a exigência de um vão central para a passagem dos navios e de uma
ponte que não fosse tão alta, que atrapalhasse o voo dos aviões.

O soldador que cuida da ponte até hoje começou a trabalhar construindo peças na
obra, na década de 1970: “Eu vi a ponte vir brotando dos alicerces, dos pilares,
inclusive trabalhei na confecção das brocas perfuratriz que furava até chegar
nas rochas”.

Os dois filhos dele já começaram a seguir a carreira do pai: “A ponte é a
terceira filha, de 35 anos. Eu considero como se fosse minha filha”.

O engenheiro aposentado Bruno Contarini assinou a execução do projeto. Ele
trabalhava em uma plataforma flutuante e lembra do dia em que ficou pronta a
última parte, o grande caixote de aço de 13 mil toneladas sobre o vão central:
“Quando ele parou no meio da ponte e começou a subir a gente sabia que estava
ligado de um lado a outro”.

Nós entramos no vão central. Os técnicos usam o velho método dos rabiscos pelas
paredes e também uma tecnologia inovadora, desenvolvida pelos engenheiros da
Universidade Federal do Rio de Janeiro.

Desde 2004 a ponte balança bem menos, graças a um sistema de 192 molas que foi
instalado dentro do vão central. “Esse é um sistema único no mundo, desenvolvido
especialmente para ser usado na ponte, eliminou esta oscilação de cerca de 2
metros de amplitude que ocorria durante ventos fortes”, explica um gestor de
manutenção.

Quando isso acontecia, dava medo.

Embaixo da ponte, a 50 metros acima do mar, encontramos Valdeir e Francisco. “Eu
acredito que ninguém conhece essa ponte melhor que a gente. Eu trabalho nela há
11 anos. Não tem um buraquinho dela que eu não já passei”, diz o operário.

Mas nem todos tratam a ponte com carinho. De papelzinho em papelzinho, os
operários recolhem toneladas de lixo. No meio da pista ficam pequenos e grandes
obstáculos: uma caixa d?água, um cavalo e muito mais.

“A gente se depara com andarilhos, objetos estranhos que caem ao longo da ponte,
carrinho de mercado, cachorro, jacaré, cobra. Tem de tudo um pouquinho”, aponta
a supervisora de interação com cliente Adriana Alves.

Operários invisíveis trabalham na segurança das 400 mil pessoas que passam por
lá todos os dias.

“Acho uma maravilha. Para a gente adiantou bastante”, diz um motorista. “Adoro a
ponte. Ela faz parte da minha vida”, admite uma jovem.

Também faz parte da história de aves. As andorinhas do mar estavam ameaçadas de
extinção. Nesta época, período de reprodução, elas chegam da América do Norte e
guardam o futuro da espécie nos pilares da ponte.

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