TÁTICAS DE CONFRONTO SEM EMPREGO DE ARMAS

spp TÁTICAS DE CONFRONTO SEM EMPREGO DE ARMAS

Segurança Pessoal é um conjunto de medidas preventivas que visam minimizar os riscos aos quais os VIPs estão expostos, seja no ambiente pessoal, nas dependências da empresa ou no roteiro habitual do dia-a-dia.

Você alguma vez já foi confrontado com a violência?

1CMP TÁTICAS DE CONFRONTO SEM EMPREGO DE ARMAS

A violência é a forma mais primitiva de comunicação e pode se manifestar de forma física ou psicológica. Como podemos agir para evitar ameaças ou o uso da violência, quando nós (e nossos protegidos) somos alvo direto ou estamos expostos a alguma situação extrema?

Antevendo um confronto físico, o agente já deverá iniciar os procedimentos que possam assegurar sua vantagem caso a situação evolua para algo mais grave.

A esses procedimentos denominaremos Táticas de Defesa e enumeramos abaixo:

Aproximação – em muitos casos, uma aproximação mal conduzida pode hostilizar o oponente a ponto de provocar uma reação violenta. A aproximação descuidada também pode proporcionar ao oponente a chance de subjugar o agente de segurança, portanto recomenda-se sempre que a aproximação seja feita de maneira cuidadosa, com gestos estudados e calmos e um posicionamento vantajoso para ao agente.

Posicionamento no terreno – o agente deve procurar sempre os locais que proporcionem melhor domínio do ambiente, além de firmeza e equilíbrio para seu corpo. Evitar os pontos mais baixos do terreno ou próximos de elevados que não garantam sua precedência sobre o oponente. Pisos escorregadios, degraus e buracos são exemplos de potenciais ameaças.

Verbalização – a presença do agente de segurança pode ser suficiente em alguns casos. Se não for, o agente deverá emitir um comando verbal a ser seguido pelo abordado. A voz de comando firme, clara e pausada deve orientar e conduzir o abordado, sem permitir ponderação ou dúvida.

Linguagem Corporal – a postura e os gestos do agente complementam a verbalização. Devem transparecer calma, segurança e firmeza, evitando gestos hostis ou que Possam ser entendidos como agressividade. A capacidade de utilizar a força se necessário deve estar implícita na linguagem corporal do agente. Ao mesmo tempo, o agente deve ser capaz de interpretar a linguagem corporal do oponente, identificando gestos agressivos e antecipando potenciais ataques.

Postura de proteção – uma postura ofensiva pode intimidar o oponente, contudo não sabemos se trata realmente de um elemento hostil. O mais aconselhável é adotar uma postura defensiva, posicionando o corpo em um ângulo de 45º com relação ao oponente, utilizando a perna fraca à frente, fazendo com que o lado onde porta a arma fique mais afastado e fora do alcance do abordado. Para quem pratica alguma arte marcial, esta é também a mais clássica posição de guarda.

As mãos devem ser mantidas na altura do peito preferencialmente abertas para não denotar agressividade, com os braços flexionados e os cotovelos fechados junto ao corpo. As mãos só devem se aproximar da arma em momentos críticos.

Perímetro de Segurança – o agente deve evitar muita proximidade com o abordado. Uma distância mínima que permita o desengajamento deve ser respeitada. Esse mesmo perímetro deve ser mantido em relação a outros obstáculos ou objetos móveis que possam interferir na ação do agente. Em termos de distância, esse perímetro corresponde a cerca de 2 metros, podendo variar em função do ambiente.

Superioridade – há dois tipos de superioridade a serem considerados: a superioridade numérica ou a superioridade tática. Em alguns casos, não será possível estabelecer a superioridade numérica, cabe então recorrer à superioridade tática que é assegurada pelo conhecimento e utilização de técnicas e equipamentos apropriados para a situação.

Negociação – em situações de confronto iminente, o agente deve avaliar a validade da ação e se essa não for interessante, considerar a negociação como forma de evitar um desfecho inadequado.

Adotadas todas as Táticas enumeradas e não havendo sucesso, o único caminho será a ação o que requer do agente a utilização das técnicas de defesa pessoal propriamente. A Defesa pessoal é matéria obrigatória dos cursos que preparam agentes de Segurança, em muitos casos, no entanto, o que é ensinado torna-se impraticável ou inadequado ao aprendiz, ao ministrar essas técnicas, o instrutor deve se preocupar com alguns requisitos básicos:

Simplicidade – as técnicas devem ser simples de executar, de preferência não exigindo habilidade ou força especial de quem vai executá-las. Manobras complexas podem ser bonitas de demonstrar, mas geralmente são ineficientes uma vez que dependem de fatores não controlados pelo agente.

Versatilidade – as técnicas devem se adaptar as características físicas do agente e ao local onde serão aplicadas. No ambiente aberto ou confinado a aplicação da técnica deve gerar o mesmo resultado.

Adaptabilidade – as técnicas devem considerar o uniforme e equipamento utilizado pelo agente. A utilização de cintos de guarnição e coletes bem como outros acessórios não pode interferir na execução dos movimentos.

Efetividade – as técnicas empregadas devem neutralizar a agressão e assegurar a integridade do agente. Ações rápidas e contundentes devem ser empreendidas no momento correto.

As técnicas de defesa pessoal ensinadas usualmente, quase sempre estão limitadas por uma visão restritiva imposta por uma ou outra arte marcial.

Utilizar essas técnicas no exercício da atividade de Segurança Privada requer conhecimentos especiais por parte do agente, não apenas de uma arte marcial e sim de um conjunto que reúna o melhor de cada uma delas, respeitando as características do agente e do oponente.

Para simplificar dividiremos as técnicas em dois tipos diferentes:

1. Técnicas de percussão – são aquelas que implicam em impactos diretos contra o oponente, ou seja, bater, utilizando mãos, pés, cotovelos, joelhos, etc.,

2. Técnicas de Imobilização Tática – são aquelas que utilizam chaves e alavancas para imobilizar ou conduzir o oponente a uma situação de submissão.

Sempre que possível, o agente de Segurança deve optar por uma ação que cause o menor dano ao seu oponente uma vez que qualquer excesso pode enveredar para o lado do ilícito punível.

O que vai legitimar a ação do agente são as excludentes de antijuridicidade: legítima defesa ou estrito cumprimento do dever legal. A força empregada deve ser somente a necessária para repelir a agressão ou assegurar o cumprimento do dever.

Boa sorte a todos!!!

Sérgio Luís Silva

Instrutor VIP Protection

CFORTT – Centro de Formação e Treinamento Tático Profissional – Marília – SP

sgtsergioft@yahoo.com.br

 TÁTICAS DE CONFRONTO SEM EMPREGO DE ARMAS
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Sem Respostas para “TÁTICAS DE CONFRONTO SEM EMPREGO DE ARMAS”

  1. vander disse:

    belo trabalho! parabéns ao adealizador e ao vigilante qap que está sempre trazendo coisas novas p essa categoria que é tão massacrada!!! :icon_boxe:

  2. Modesto disse:

    É MUITO IMPORTANTE QUE TODOS POSSAM SEMPRE ESTAR SE APRIMORANDO,APESAR DE SER DO INTERESE DAS EMPRESAS,FALTA ALCÍLIO PARA OS VIGILANTES POR PARTE DAS EMPRESAS,MAS CONTUDO TEMOS A INTERNET PARA NOS AUXILIAR.
    Obrigado pelas dicas,que apesar de ja sabermos é sempre bom relembrar.

  3. Felipe disse:

    Ótiomo post! É lastimável que muitos profissionais da área de segurança não tenham condições mínimas de praticar alguma arte marcial, seja pela falta de recursos financeiros ou pela falta de tempo. O pior é que na maioria dos cursos formação e de reciclagem o quesito defesa pessoal acaba ficando relegado ao esquecimento ou sendo insuficientemente trabalhado.

  4. ricardo disse:

    Parabéns ao site e ao Sgt Sergio Silva por dividir seus conhecimentos.O vigilante precisa buscar conhecimento na área de segurança da maneira que puder e quando já adquirido seja teórico ou prático repassar ao colega sem esperar algo em troca a não ser um profissional capacitado do seu lado.

  5. Pedro disse:

    Bom dia tudo bem com vcs.
    Eu gostaria de saber sobre o curso para trabalhar na copa onde posso procurar para fazer este curso.
    Obrigado pela atenção.

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