PF notifica 10 bancos por falta de alarme em agências

 PF notifica 10 bancos por falta de alarme em agências
Foram 233 instituições fiscalizadas com dez bancos autuados

 PF notifica 10 bancos por falta de alarme em agências
Caixas eletrônicos: alvo fácil de assaltantes (Fotos: Arquivo Portal Infonet)

As constantes explosões de caixas eletrônicos em Sergipe despertam para uma grande polêmica que envolve a fragilidade no sistema de segurança em instituições financeiras.

Neste ano, a Polícia Federal (PF) fiscalizou 233 instituições bancárias em Sergipe e registrou dez autuações pela falta de equipamentos de segurança classificados como obrigatórios em agências bancárias, segundo informou o delegado Robert Nunes Teixeira, chefe da Delegacia de Segurança Privada da PF em Sergipe.

1CMP PF notifica 10 bancos por falta de alarme em agências

De acordo com informações do delegado, a maioria das notificações é decorrente da ausência de alarme, um dos equipamentos de segurança indispensáveis para o funcionamento da agência bancária. A presença de vigilantes na agência também é obrigatória, segundo o delegado. Além destes instrumentos, os bancos também devem incluir pelo menos um dos itens opcionais: câmeras de segurança, portas giratórias e blindagem.

Nestes casos, as instituições financeiras são penalizadas com multas que variam entre 10 mil a 20 mil UFIR, com a possibilidade de interdição da agência. O caso extremo ainda não foi aplicado em Sergipe, segundo o delegado Robert Nunes.

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Caixa estourado com dinamite no interior

Dados da Secretaria de Estado da Segurança Pública indicam que em pouco mais de dois meses, a polícia registrou 15 explosões de caixas eletrônicos em Sergipe, todos com uso de dinamite. Mas há outras modalidades criminosas que envolvem arrombamentos de caixas eletrônicos com maçarico e uso de outros dispositivos e também a invasão de assaltantes a agências, cujas ocorrências não estão computadas nesta estatística.

Em grande parte dos ataques a instituições bancárias no interior do Estado, segundo informações da assessoria de imprensa da SSP, não havia vigilantes nem alarmes. Em muitos casos, a polícia foi despertada durante a madrugada pelo barulho dos explosivos e até mesmo por meio de ligações telefônicas originadas de moradores de localidades próximas a agências.

O delegado Robert Nunes observa que, nestes casos, os policiais devem fazer comunicado oficial à Polícia Federal, o órgão competente para exercer a fiscalização e autuar as instituições que estão em desacordo com as normas de segurança. Para o delegado, os assaltantes estão percebendo a fragilidade do sistema de segurança dos bancos e o baixo efetivo da Segurança Pública para exercer o policiamento preventivo.

Febraban

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Robert Nunes: fragilidade no sistema de segurança

Em resposta ao Portal Infonet, a Federação Brasileira de Bancos (Febraban) encaminhou nota à redação, informando que a segurança dos funcionários e clientes é uma preocupação central dos bancos associados. Na nota, a Febraban informou que, em nove anos, os investimentos em segurança aumentaram em 62,4%, saindo do patamar dos R$ 3 bilhões anuais em 2002 para R$ 8,3 bilhões, em 2011, enquanto o número de agências e postos cresceram 26% neste mesmo período, passando dos 27,2 mil em 2002 para 34,2 mil em 2011.

Entre as medidas, a Febraban cita a instalação de cofre com dispositivo de tempo, redução do numerário nas agências e o estímulo a transações eletrônicas.

Apesar do aparente crescimento de assaltos a banco em Sergipe, a Febraban informa que a incidência deste crime caiu no país. De acordo com os dados de 17 instituições financeiras, citados pela Febraban, em 2012 foram registrados 440 assaltos, incluindo as tentativas. Segundo a Febraban, estes dados correspondem a uma queda de 56%, se comparados com a estatística de 2002 quando foram registrados, segundo a entidade, 1.009 assaltos e tentativas no país.

A Febraban considera que a força usada pelos assaltantes é bem superior à ação de segurança permitida pela legislação brasileira aos estabelecimentos comerciais e bancos. Para a Febran, o combate “exige um conjunto de ações no âmbito da segurança pública, com as quais a Febraban e os bancos associados estão comprometidos em dar sua contribuição”.

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