Vigilante é condenado a 24 anos de prisão em regime fechado

portovelho Vigilante é condenado a 24 anos de prisão em regime fechado
O vigilante Marco Antônio das Chagas, de 42 anos, foi condenado nesta quinta-feira a 24 anos de prisão, em regime fechado

Acusado de estuprar e ajudar a matar a estudante de jornalismo Naiara Karine, de 18 anos, o vigilante Marco Antônio das Chagas, de 42 anos, foi condenado nesta quinta-feira a 24 anos de prisão, em regime fechado, pela 1ª Vara do Tribunal do Júri de Porto Velho, em julgamento presidido pela juíza Euma Mendonça Tourinho.
Naiara foi estuprada e morta a facadas em janeiro de 2013 na zona rural de Porto Velho, onde seu corpo foi encontrado.
Marco Antônio é o primeiro dos acusados pela morte a ir a julgamento. Diante do júri, ele confessou ter estuprado a jovem – não havia como negar, pois os criminosos filmaram tudo com o próprio celular da vítima , e nas filmagens aparece o corpo dele – , mas disse que , ao sair do local, Naiara Karine ainda estava viva.

O bandido afirmou que foi convidado pelo acusado Francisco Plácido, agente penitenciário, para dar um susto em alguém e aceitou a proposta, pela qual ganharia R$ 1.400,00.Ele disse que, no dia, havia bebido cachaça e cheirado cocaína.

“* Ficou claro para mim que existe um mandante porque os que estavam no local tiveram promessa de pagamento e Plácido, que fez todos os contatos, não tem como pagar, ele é agente penitenciário e não ganha bem”, disse o assassino e estuprador.

1CMP Vigilante é condenado a 24 anos de prisão em regime fechado

“BRUNO CASSOL”
O criminoso disse que, durante o estupro, tocou o telefone celular de plácido, e era um certo Bruno Cassol. Ao saber disso, Naiara Karine exclamou: “Eu estou aqui por causa do Bruno cassol ?”.

No seu depoimento perante o júri, confirmou a participação no crime de estupro (negou a acusação de assassinato) e apontou seus comparsas, Francisco da Silva Plácido, empresário do ramo de vigilância ; o garoto de programa Rony Clay, conhecido como Rony Madeira; o agente penitenciário Richardson Bruno Mamede das Chagas, um instrutor de auto-escola identificado por sargento Santana, e Wagner Strouguslki de Souza.

Foi Richardson Bruno, segundo Marco Antônio, quem deu um laço com uma corda no pescoço de Naiara Karine e desferiu as primeiras três facadas na estudante, utilizando uma arma do tipo caça e pesca. Plácido, por sua vez, usou o celular da garota para filmar o estupro e o assassinato. No total, Naiara Karine recebeu 22 facadas e seu corpo foi abandonado na Lagoa do Sapo, no Ramal 15 de Novembro, a 10 Km da estrada da Penal, zona rural de Porto Velho.

TRECHOS DO DEPOIMENTO DE ANTÔNIO DAS CHAGAS PERANTE O JÚRI
No dia 24/01 o mesmo brigou com sua esposa e começou a beber cachaça e a cheirar cocaína, e às 10h30min foi informado por Plácido que o susto que iriam dar na pessoa era naquele dia e naquela hora, e Plácido prometeu pagar R$1.400,00 (hum mil e quatrocentos reais) pelo serviço, o mesmo seguiu pela Avenida Imigrantes onde encontrou um veículo de marca Peugeot preto, mas gostaria de ressaltar que em todos os outros seus depoimentos sempre falou que o veículo era um Gol Branco, mas que agora iria falar a verdade. Falou que neste veículo já estavam Richardson Bruno, Santana, Wagner e uma outra pessoa que ele não conseguiu identificar quem era, mas que durante o inquérito, viu fotos e diz que a pessoa pode ser Rony Clay, um garoto de programa que no Facebook é conhecido como Rony Madeira.

Richardson Bruno desceu do veículo e assumiu a moto de Marco, que foi para dentro do carro com o restante dos envolvidos, e que ao olhar para trás, viu que uma mulher estava subindo na garupa da moto e que não sabia dizer se ela estava sendo forçada a subir e que ao chegar ao local do crime, lá estava um veículo modelo Fiat de cor vermelha com faixa lateral amarela, de uma auto escola, e também já estavam Santana, ou sargento Santana, que é instrutor da Auto Escola e Richardson Bruno e que os mesmos já estavam fazendo sexo com a vítima (em pé) e que a mesma não oferecia resistência, e que Plácido ficou no carro, filmando tudo, e logo em seguida Wagner também desceu do carro e praticou sexo com a vítima, e foi quando Richardson Bruno falou para o mesmo também praticar sexo com a vítima e ele respondeu que era casado e que não possuía camisinha, foi então que Richardson Bruno falou para ela fazer sexo oral nele, e que a vítima tirou sua calça e arriou sua cueca, foi quando ele tirou toda a roupa e jogou para trás da moto. Foi nesse momento que o telefone de Wagner tocou. Que o telefone estava dentro de uma gandola que pertencia a Santana, e eu peguei e vi que no visor estava o nome Bruno Cassol. Eu só vi o nome. O Richardson não atendeu o telefone e apenas desligou. Foi quando Naiara falou: “Eu estou aqui por causa do Bruno?” foi então que iniciou-se uma discussão entre a minha pessoa e Richardson Bruno que falou para eu ir embora porque estava perguntando demais. Naiara se vestiu e cerca de cinco minutos depois, Richardson a arrastou com uma corda no pescoço e foi aí que ele deu a primeira facada na vítima, e eu falei que íamos nos prejudicar, que não era para fazer aquilo. Fui para cima dele, mas os outros dois me tiraram de cima de Richardson, momento em que ele dava a segunda facada na vítima (uma faca tipo caça e pesca), Richardson deu a terceira facada e me mandou embora, quando saí, vi Plácido dentro do carro que já estava no sentido contrário, sendo certo que ele me seguiria.
Respostas às perguntas do promotor, advogados de acusação e defesa
* Não sei quem foi o mandante do susto, só sei que Plácido me chamou, acho que Wagner sabe quem é o mandante.
* Depois dos fatos Santana me ameaçou dizendo que se eu contasse alguma coisa teria retaliação. Eu não conhecia Naiara antes dos fatos;
* Eu não me entreguei antes porque não tinha dinheiro para pagar advogados. Minha família está pagando os advogados;
* Eu não sei quem jogou fora a bolsa da vítima;
* Eu tenho certeza que a vítima ainda estava viva quando saí do local;
* Eu não vi mais a vítima após as três facadas porque Santana e Wagner entraram na minha frente, e deduzo que estava viva porque o delegado falou que ela recebeu muito mais que isso;
* Antes dos fatos, Wagner atendeu um telefonema dando a entender que a pessoa estava saindo;
* Eu cheguei na Imigrantes com a décima avenida 10 minutos antes de seguir para o local;
* Quando o veículo chegou nós conversamos cerca de cinco minutos. Estavam no local Richardson, Plácido, Santana e uma quarta pessoa que me parecia ser Rony Madeira;
* Richardson estava armado com uma pistola, e ele estava fardado como agente penitenciário;
* Há nove meses me pergunto o porque eu não saí daquele local;
* Eu não fui obrigado e nem ameaçado a estar no local, eles só fizeram “mangofe” porque eu não queria comparecer nela;
* Ficou claro para minha pessoa que existe um mandante;
* Ficou claro para mim que existe um mandante porque os que estavam no local, tiveram promessa de pagamento e Plácido, que fez todos os contatos, não tem como pagar, ele é agente penitenciário e não ganha bem;
* A quarta pessoa desceu do carro e participou do estupro;
* Eles alegaram pra mim que não era uma orgia;
* Não sei a quem pertence os filmes pornográficos que foram encontrados em minha casa, porque eu não assisto porque minha esposa não deixava;
* Naiara estava com cara de espanto quando eu cheguei, mas eu achava que era alguma fantasia;
* Eu conhecia muito bem o Plácido;
* Quando eu cheguei ao local, Santana estava sem calça e com a cueca arriada;
* Hoje temo pela minha vida e me sinto uma bomba relógio. Temo pela minha vida, de meus pais, de meus irmãos, de minha esposa… se é que ainda posso chamá-la de minha esposa;
* Pensei em assumir o crime sozinho por causa das ameças;
* Tive oferta de delação premiada na polícia, apontando aonde eles haviam tocado e a única coisa que aconteceu foi a transferência de presídio;
* Eu me sinto ameaçado e gostaria de ser transferido para o presídio de Vale do Guaporé;
* Eu não apontei o Santana desde o início porque ele trabalha na auto escola e é sargento da PM e trabalha perto da escola de meu filho;
* No dia da acareação ele estava lá, e ele fez gesto de arma com os dedos em minha direção;
* Foi o Richardson que falou sobre o Pen Drive! Eu não falei sobre o Pen Drive porque se não eles chegariam em Santana;
* Eu estava um pouco sob efeito de entorpecente;
* Mesmo sob efeito de entorpecentes, eu reconheço 4 dos integrantes que estavam no local;
* Eu era voluntário do Batalhão Alferes e as crianças me chamavam de pai. Me batizaram de Águia Pai.

 

Fonte: http://www.ariquemesonline.com.br/

 Vigilante é condenado a 24 anos de prisão em regime fechado
Você pode deixar uma resposta, ou Rastrear a partir de seu próprio site.

Deixe uma resposta

Google+
Powered by WordPress | Designed by: Premium Themes. | Thanks to Juicers, Free WP Themes and
Shares
http://vigilanteqap.com.br/loja2/wp-content/uploads/2016/07/fb.png http://vigilanteqap.com.br/loja2/wp-content/uploads/2016/07/INT.png http://vigilanteqap.com.br/loja2/wp-content/uploads/2016/07/sch-2.png http://vigilanteqap.com.br/loja2/wp-content/uploads/2016/07/tw.png http://vigilanteqap.com.br/loja2/wp-content/uploads/2016/07/you.png