Três dos quatro jovens que assaltaram a loja da Ferrari, em Vila Velha, na semana passada, se entregaram para a polícia na manhã desta quarta-feira (29). Eles chegaram em uma caminhonete preta à Divisão de Crimes Contra o Patrimônio, na Serra, por volta das 11h50, acompanhados por um advogado. Desde então, têm depoimentos colhidos pelo delegado Márcio Braga, responsável pelas investigações. Um vestia blusa verde e cobria a cabeça com o capuz. Outros dois estavam com jaquetas brancas e bonés. Todos usavam óculos escuros e tentavam esconder os rostos. Eles chegaram em uma caminhonete conduzida pelo advogado e não quiseram falar com a imprensa. O proprietário da loja, André Portugal, e a funcionária que os atendeu estiveram na delegacia para fazer o reconhecimento dos jovens.
Foto: Reprodução TV Vitória
O empresário afirma que durante a semana, os jovens entraram em contato com ele por várias vezes tentando encontrar uma maneira amigável de resolver a questão. Queriam, inclusive, devolver os produtos roubados diretamente a ele. "Tentaram entregar ontem [terça-feira] e eu não quis aceitar. Disse que deveriam entregar na delegacia. O material foi furtado. Não posso simplesmente aceitar isso de volta", explicou. Uma brincadeira Em uma das ligações, um dos jovens tentou justificar para o empresário o motivo do roubo. "Falou que era uma brincadeira. Que eles apostaram quem conseguiria. Eles não acharam que aquilo poderia tomar a proporção que tomou. Isso mostra que os pais precisam estar mais próximos dos filhos. Pai acha que cuidar do filho é dar dinheiro e um carro de luxo. Pai tem que dar educação", opinou. Portugal afirma que os garotos são de classe média alta. "Todos eles são ricos. Um deles inclusive é cliente da minha loja, tem cadastro lá. Já comprou vários produtos excelentes e pagava sempre em dinheiro", explicou. A rendição dos acusados já havia sido marcada entre o advogado e o delegado. Na tarde de terça, o representante dos jovens foi até a unidade policial e devolveu os produtos roubados da loja da Ferrari, entre eles um celular, um relógio e diversas camisas. Somadas, as mercadorias valem mais de R$ 7 mil.



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