Segurança privada: necessidade urgente

Na Copa do Mundo de 2014 precisaremos de uma segurança discreta, eficaz e preparada para confrontos em potencial. Para isso é necessário que estabeleçamos o marco regulatório da segurança privada no Brasil No Brasil, um exército de dois milhões de vigilantes em atuação no mercado necessitam de regras claras e seguras para continuar trabalhando. A utilização da segurança privada é uma tendência em crescimento no mundo inteiro. No Brasil não deve ser diferente. Governo e sociedade já reconhecem que o Estado não pode arcar sozinho com a responsabilidade da segurança pública e patrimonial. Complementar a ela deve existir a segurança privada como atividade regular. O trabalhador em segurança privada, o vigilante, tem como dever de ofício defender patrimônios e pessoas com a própria vida. Reconhecer este fato é o primeiro passo para entender que esta categoria merece tratamento especial em relação à sua própria segurança e a de sua família. Essa é uma luta que nós vigilantes iniciamos há mais de 30 anos. Uma das batalhas desta luta chegou ao fim, há cerca de 10 dias, com a aprovação no Congresso Nacional do Projeto de Lei no. 1033/2003, que estende aos vigilantes e seguranças privados um adicional de 30% sobre o salário, por considerar que a atividade expõe estes profissionais ao risco de violência física ou de vida. A medida, resultado de uma emenda do Senado ao Projeto de Lei 1033/2000, de autoria da ex-deputada Vanessa Grazziotin (PCdoB/AM), hoje senadora, é uma das mais importantes e justas para a categoria. Mesmo após tantos anos de mobilização da categoria a aprovação da lei exigiu empenho de nossa parte. Na Câmara Federal acompanhei lideranças de todos os estados de gabinete em gabinete para costurar com parlamentares, líderes e a presidência da Casa a aprovação do risco de vida. Ao final de dois dias de dura negociação para a inclusão da matéria em pauta, o que se ouviu nas galerias foi um grito só de vitória, abraços e muita alegria. Os vigilantes viram finalmente parte de seu sonho realizado. A continuidade desta luta passa pela compreensão pela sociedade da diferença entre segurança pública e segurança privada. O divisor de águas deve ser o estabelecimento de uma legislação que esclareça a função da segurança privada e garanta profissionais bem capacitados, bem remunerados e devidamente fiscalizados pelo Poder Público. Esta é nossa preocupação maior. Em 2011, vigilantes de todo o Brasil, pertencentes a quatro centrais sindicais CUT, CTB, Nova Central e Força Sindical, se uniram em Brasília durante três dias para debater a questão. Nossa expectativa é aprovar, até 2014, o Estatuto da Segurança Privada, cujo processo de discussão foi aberto há mais de quatro anos no Ministério da Justiça e na Polícia Federal, hoje responsável pela capacitação de 580 mil, do total de dois milhões de vigilantes existentes no país. O ministro da Justiça, Eduardo Cardoso, conhecedor desta realidade, assumiu conosco o compromisso de enviar a proposta de Estatuto ao Congresso, que eu defendo seja por meio de Medida Provisória, a tempo de que seja aprovado para as atividades da Copa em 2014. Esta demanda da categoria representa um avanço em relação à legislação existente, já desatualizada devido à sofisticação dos métodos e equipamentos utilizados pela criminalidade e pelo crescimento do País como um todo. De acordo com as novas regras em debate, tanto a segurança armada quanto a desarmada deverão passar por treinamento intensivo e o crivo da Polícia Federal, que deverá também intensificar a fiscalização e o combate à clandestinidade de empresas que atuam no ramo. É necessário também repensar a permissão de terceirização de pessoal, bastante comum em empresas de vigilância, fator que compromete o direito do trabalhador e coloca em risco a eficiência dos resultados de seu trabalho. Prevê-se que a área de atuação da segurança privada seja substancialmente aumentada abarcando eventos e espaços públicos, podendo ser utilizada em shows; transportes coletivos; na fiscalização ambiental e florestal; dentre outras. Já é decisão atual da FIFA  que a segurança de estádios e pontos de treinamento seja feita por segurança privada.    Na Copa do Mundo de 2014 precisaremos de uma segurança discreta, eficaz e preparada para confrontos em potencial.  Para isso é necessário que estabeleçamos o marco regulatório da segurança privada no Brasil, com regras que acreditamos colocarão o país na vanguarda da segurança privada no mundo. Em reunião com o Ministro do Trabalho, Marcelo Alencar, esta semana, discutimos sobre a liberação de recursos para a qualificação e treinamento especial dos profissionais de segurança privada que trabalharão na Copa das Confederações em 2013 e na Copa do Mundo de 2014. Queremos assumir parcela de responsabilidade por este importante passo para a segurança dos brasileiros. Avançamos muito e estamos preparados para avançar ainda mais. Dep. Chico Vigilante Líder do Bloco PT/PRB Brasil 247 Fonte: http://www.mundopositivo.com.br
 
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7 Respostas para “Segurança privada: necessidade urgente”

  1. DANIAEL disse:

    Ótima notícia ,isso mostra a força da nossa classe.Sou de Curitiba e gostaria de saber quando iniciara os treinamentos para a copa das confederações e do mundo e se havera possibilidade de trabalhar ja na copa das confederações .Desde ja ,agradeço a atenção de vcs.

  2. Fico feliz por essas orientações, informadas por vocês !!!!!!!!!!!!!!

  3. lovantino disse:

    Muito boa essa notícia, precisamos de qualificar os nossos profissionais da área de segurança privada, temos que aumentar os dias de curso, passar par meses e ter uma avaliação mais adequadra pois ainda temos milhares de vigilantes \”bizonhos\” que depõe contra a categoria. Parabéns Deputado, o Sr é o nosso defensor.

  4. gustavo jacinto dos santos disse:

    temos que sr mais unido principamente se tratando de sindicatos pois se deixarmos correr frocho os caras amolece para as empresas.

  5. niverson paulo de oliveira disse:

    Estou contente por ter pessoas dentro desse Senado a fazer algo por nós agentes ( vulgos vigilantes). Amo o q faço e faço com satisfação,embora não sermos reconhecidos por nossos contratantes. Nos cobram pra sermos profissionais mais na hora de pagar pelo profissional nos tratam com ajudantes de ajudantes. Não só eu mais todos q fazem Parte dessa nação de seguranças,queremos nossos direitos. Queremos o q é nosso. Quem da a cara pra bater,a mão a palmatória somos nós. Quem segura e mantem o contrato somos nós AGENTES DE SEGURANÇA.

  6. E o porte de arma fora do serviço, onde esta nosso direito
    de defesa fora do trabalho ? O nosso VR, não da pra comer
    um PF em qualquer restaurante, não temos ajuda de custo se
    disponibilizamos nosso veiculo para vir trabalhar, não temos incentivos para estudos voltados para nossa area.
    Infelizmente sou cético em relação á nossa profissão, pois
    são poucos os políticos que lutam para melhorar nossa cate
    -goria,e termos o devido reconhecimento da sociedade como
    força complementar ás políticas de segurança publica.
    Eles \”FIFA\”, é que vão mudar o nosso estatuto para que?
    Querem nos encher com deveres, e os nossos direitos?

  7. jose maria de oliveira disse:

    tudo isso é bom saber que rem nos capacitar cada ves melhor deicharmos teinado para eventos como a copa e uotros que virão deopois o adicional de risco foi ótimo mas não es queçam que o nosso salario continua defasado

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