ANGRA DOS REIS Os vigilantes da empresa Centauro, que prestam serviços para a Prefeitura, pararam de trabalhar ontem por falta de pagamento. Eles trabalham tomando conta dos órgãos municipais e não estão, segundo eles, recebendo os benefícios. Revoltados, eles foram para a porta da prefeitura. De acordo com os vigilantes, eles não receberam salário, transporte e nem o ticket alimentação há três meses. A situação da empresa está cada vez pior, pois só este ano os trabalhadores já entraram em greve três vezes. A prefeitura é quem paga a Centauro e, segundo a empresa, a prefeitura não está honrando com os pagamentos e que, por este motivo, não tem como repassar os salários para os empregados. O vigilante Antônio Carlos estava em frente à prefeitura e ainda com esperança de que alguma coisa pudesse ser resolvida. “Tem trabalhador que está sem ter o que comer. Muitos já perderam até as esposas e outro companheiro nosso tentou até o suicídio. Trabalhar e não receber é um absurdo. Nós queremos trabalhar com dignidade, pois deste jeito é muito humilhante”, reclamou. O presidente do Sindicato dos Vigilantes, Maurício Conceição, esteve em reunião na prefeitura para saber o que realmente está acontecendo. “Passei nossa situação para eles. Agora temos que aguardar para ver o que será feito. Espero que até hoje tudo se resolva. Não tive nenhuma resposta, apenas a promessa de que será resolvido o mais rápido possível”, disse. A empresa conta com 160 vigilantes e a base salarial da classe é de R$ 987. Ainda de acordo com a classe, a Centauro está punindo os trabalhadores e não abonando falta que tenha atestado. “É uma difícil situação, pois não temos direito a nada. Muitos trabalhadores saíram de férias e não tiveram o pagamento. Tem muito companheiro se virando e tendo que fazer bico para colocar feijão em casa”, comentou Maurício. Até o fechamento desta edição, a greve ainda estava mantida e, segundo os vigilantes, os próprios funcionários da prefeitura é quem estava fazendo a segurança dos órgãos municipais. “Eu não entendo porque a prefeitura não resolve o nosso pagamento. Afinal de contas, os funcionários deles vão ter que ganhar hora extra para exercer uma jornada dupla”, questionou o vigilante André Maria.  

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