Vigilantes da empresa Cefor Segurança Privada Ltda, terceirizados nas escolas públicas estaduais de São Luís, entraram ontem (14) em estado de greve por tempo indeterminado. A categoria realizou um ato público na porta da empresa, situada na Avenida João Pessoa, n° 260, no bairro do João Paulo, onde reivindicaram o pagamento dos salários e do tíquete alimentação, atrasados há dois meses. Segundo Daniel Pavão, primeiro secretário do Sindicato dos Vigilantes e Empregados em Empresas de Segurança do Maranhão (Sindvig-MA), os quase 300 trabalhadores, lotados nas mais de 200 escolas estaduais, espalhadas pela capital, estão desde o mês de outubro com salários e benefícios em atraso. Ele disse que a Cefor alegou que o repasse, na ordem de mais de R$ 1 milhão, não foi feito pela Secretaria de Estado da Educação (Seduc), e, portanto, não havia como honrar os compromissos com a categoria. No entanto, o gestor Pedro Barbosa, da Unidade Gestora de Atividades Meio da Seduc, garantiu aos trabalhadores que na semana passada foi repassada a primeira parcela do montante, no valor de R$ 500 mil. O valor seria suficiente para amenizar a situação dos trabalhadores, com a quitação de pelo menos um dos meses em atraso, além do pagamento de parte do tíquete alimentação. “Mesmo que a Seduc não tivesse repassado o dinheiro, isso não seria problema nosso. Afinal, a empresa, quando se dispõe a prestar um serviço terceirizado, tem que ter caixa para honrar o compromisso com seus funcionários”, afirmou Daniel Pavão. De acordo com Pavão, o gestor Pedro Barbosa informou que a segunda parcela do montante devido seria repassada à nos próximos dias. Segundo o sindicalista, o temor dos vigilantes é de que a empresa não disponha mais da quantia paga na semana passada, fato que pode gerar mais atrasos. “A Cefor só nos está pagando o vale-transporte. O resto estamos tirando do bolso, ou seja, pagando para trabalhar. Porém, demos um basta nesta situação e entramos em greve por tempo indeterminado, até que o pagamento seja regularizado. Estamos vivendo um problema semelhante com os trabalhadores lotados no Banco do Brasil, que somam mais de 500 em São Luís. O banco também já repassou o valor pontualmente à empresa, que não fez o pagamento do salário de outubro nem dos tíquetes alimentação aos vigilantes”, disse Daniel Pavão. O líder sindical afirmou que, caso até a semana que vem a situação não for normalizada, os trabalhadores lotados no Banco do Brasil também vão parar. REUNIÃO – No fim da manhã de ontem, uma comissão de vigilantes do Sindvig-MA foi convocada pela Cefor para uma reunião de negociação. A empresa teria assumido o compromisso de pagar os valores referentes ao mês de setembro – tíquete e salário, na terça-feira (19), e a demanda salarial de outubro no dia 29. “Aceitamos a proposta, mas não desistimos da greve, que segue até o pagamento da primeira parte do acordo”, disse Daniel Pavão. OUTRO LADO – A empresa de segurança privada Cefor foi procurada pela reportagem do Jornal Pequeno, mas até o fechamento desta matéria não se pronunciou sobre o assunto.     Fonte: http://jornalpequeno.com.br DIREITOS DEVIDOS JULLY CAMILO

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