Assassinato aconteceu durante o horário das aulas no Lyceu Paraibano. Professor de Filosofia relatou pânico e correria de alunos da instituição. Um vigilante que fazia a segurança dos alunos e professores do Lyceu Paraibano na noite desta sexta-feira (14) foi morto a tiros no hall de entrada do prédio da escola, que é uma das mais antigas e tradicionais de João Pessoa. O crime aconteceu durante o horário de aulas e alunos e professores relataram pânico e correria no momento dos disparos. "Estávamos todos nós professores em sala de aula, dando aula e fomos surpreendidos pelos disparos. Os alunos, todos aflitos correram da sala de aula e se depararam com o pior, que foi o assassinato do nosso vigilante", disse o professor de Filosofia Olegário Vieira. O vigilante que era funcionário de uma empresa de segurança privada e prestava serviços ao colégio, foi atingido por pelo menos três disparos, segundo o relato do professor Olegário Vieira, que descreveu o vigilante como sendo um "excelente funcionário, de boa índole e respeitado por alunos e funcionários da escola". Ainda segundo Vieira, a vítima já estava prestando serviços no Lyceu há três anos e era bastante conhecido. "Ele já estava aqui conosco há três anos, era uma pessoa de boa índole, que só fez amizades, que era respeitado, querido por todos alunos, professores e servidores desta casa. A gente não sabe exatamente o motivo porque a gente estava em sala de aula e escutou em torno de três disparos", disse o professor. A arma que estava com o vigilante teria sido levada pelo autor do assassinato, segundo o professor. Olegário Vieira relatou também que houve pânico e desespero por parte dos alunos e se queixou do clima de insegurança, principalmente no Centro de João Pessoa, onde está localizada a escola. "Pânico, terror, aflição, desespero porque você imagine o que é você estar em sala de aula, as salas de aula só têm uma porta, então se chegar alguém, conseguir entrar e se postar na porta da sala  fica todo mundo em desespero porque não tem nem para onde correr, como sair. Aqui, a sensação que a gente tem no Centro é que não tem segurança a contento, que é insuficiente, que não está respondendo a altura da nossa realidade", enfatizou. A Polícia Militar foi acionada e isolou a área onde aconteceu o assassinato até a chegada da perícia. Até o fechamento desta matéria, a Central de Polícia de João Pessoa não tinha informações sobre como o crime aconteceu, quem poderia ter sido o autor dos disparos e qual a motivação do crime, já a Delegacia de Homicídios da capital não atendeu as ligações da equipe de reportagem.

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