Teoria da Decisão – modelos que podem ser usados de apoio e análise.

Quando se trata do estudo de modelos da “Teoria da Decisão”, necessário se ter em mente o conceito de modelo. De acordo com a doutrina pode-se conceituar modelo como sendo: “um esquema de representação de uma classe de fenômenos, habilmente desprendida ou emanada do contexto real por um observador, que serve de suporte à investigação ou comunicação”. A Teoria da Decisão apresenta quatro modelos que podem ser usados como esquema de representação para apoiar a análise da decisão: descritivo, normativo, prescritivo e construtivo. Cumpre salientar que as distinções entre os modelos nem sempre são tão claras, mas apoiado no pensamento de alguns autores é possível descrever, de forma resumida, algumas peculiaridades de cada espécie. A teoria descritiva nada mais é do que um quadro imaginado da realidade, ou ainda, como diz o professor norte-americano Kenneth R. French: “É uma proposição que espelha possíveis relações entre possíveis objetos ou classes de objetos do mundo exterior”. A estatística utiliza esse mecanismo em alguns modelos descritivistas de decisão multicritérios. Kenneth R. French, ao se manifestar acerca da análise normativa, salienta que esta, ao contrário da teoria descritiva, não descreve as coisas como elas são, mas provê guias numa escolha ou julgamento no qual ainda será feito. Procura construir um modelo do problema de decisão, de forma que sua estrutura lógica seja sempre consistente com certos axiomas, os quais englobam princípios que vem ao encontro do chamado comportamento racional. “Assim, uma teoria normativa nos diz como nos comportar, se somos consistentes com certos axiomas” (princípios evidentes que não precisam ser demonstrados). Portanto, o modelo normativo de decisão leva quem decide a escolher, de forma racional, a melhor alternativa de ação para solucionar determinada situação decisória. A racionalidade de quem decide é assegurada por axiomas. Os dois axiomas básicos do modelo normativo são o da linearidade e o da transitividade. O axioma da linearidade, ou ordinalidade, estabelece relações de preferência entre quaisquer alternativas. A transitividade garante que as relações de preferência entre três alternativas sejam consistentes, isto é, sejam lógicas. Segundo Keeney e Raiffa (1976), a concepção prescritivista tem o objetivo de prescrever como um indivíduo deve decidir por uma ação, de forma a ser consistente com seus julgamentos e preferências. Neste modelo, o analista descreve o sistema de preferências de quem decide e faz prescrições baseadas em normas que foram confrontadas com os fatos descritos. Roy e Vanderpooten(1996) salientam que uma prescrição é elaborada tendo um ideal como referência, devendo então ser uma boa aproximação deste ideal. A existência deste ideal tem sua origem num grupo de axiomas, os quais, quando examinados separadamente, parecem bastante naturais para serem impostos como normas ou como hipóteses aceitáveis de trabalho. O quarto modelo é o construtivo que busca, juntamente com os intervenientes no processo decisório, construir, lançando mão de um conjunto de instrumentos disponíveis, um modelo mais ou menos formalizado que permita avançar no processo de apoio à decisão de forma coerente com os objetivos e valores de quem decide. Pressupõe-se, ainda, que haja uma atitude crítica sobre estes instrumentos, sobre as hipóteses e os métodos de trabalho a serem usados no processo decisório. Este enfoque sugere que as preferências dos atores sejam construídas durante o próprio processo de tomada de decisão, onde a participação é fundamental para o andamento do processo de apoio à decisão. Neste processo, o analista ajuda a construir um modelo de preferências através da busca de hipóteses de trabalho, com o objetivo de fazer recomendações. Referência: Roy, B.; Vanderpooten, D. The European School of MCDA: Emergence, Basic Features and Current Works. Journal of Multi-Criteria Decision Analysis, v.5, p.22-38, 1996. Ralph Keeney and Howard Raiffa Decisions with Multiple Objectives: Preferences and Value Tradeoffs. New York: Wiley. 1976.   Fonte: http://blogdoprofessorlampert.blogspot.com.br
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