Os vigilantes que trabalham em empresas de transporte de valores ameaçam entrar em greve caso não seja concedido reajuste salarial à categoria de 15%. Eles reclamam ainda da falta segurança. A mobilização foi discutida durante uma assembleia realizada nesta segunda-feira (31). “Além da questão do reajuste salarial, há o plano de saúde. Na quarta-feira, teremos uma reunião com os patrões. Se não houver avanço, vamos parar”, disse José Cícero Ferreira, presidente do Sindicato dos Vigilantes de Alagoas. De acordo com o presidente do sindicato, quadrilhas especializadas estão atacando vigilantes em Alagoas. Dados da entidade apontam que 27 armas de fogo foram tomadas em assalto somente este ano. “Temos a reivindicação sobre a questão salarial com as empresas de transporte de valores, mas também há essa questão da segurança. Tivemos um encontro com o governo estadual e aguardamos mais segurança”, afirmou José Ferreira. As reivindicações do sindicato contemplam os trabalhadores que atuam como motorista, vigilante 'fiel' e vigilante escoteiro (que realiza a escolta). Eles recebem, respectivamente, cerca de R$ 1,6 mil, R$ 1,3 mil e R$ 1.068,00. “Fizemos uma assembleia para discutir nossa data-base e vamos aguardar o posicionamento do governo sobre a nossa pauta de reivindicação. Se não houver resposta, vamos parar”, reforçou José Cícero. Três empresas em Alagoas trabalham com o transporte de valores. No dia 21 deste mês, o vigilante José Jucino da Silva, 47 anos, morreu após ser baleado dentro do local de trabalho - uma concessionária de veículos localizada no bairro do Farol, em Maceió -, após ação que teria como objetivo o roubo de sua arma de fogo.

Leave a Reply

Your email address will not be published.