Estelionatário inventa empresa de segurança e vai para a cadeia

Rosinei Godói, 46 anos, que se dizia dono de uma empresa de segurança privada e usava esta farsa para dar golpes e tirar dinheiro de pessoas que precisavam de emprego, foi preso na manhã de quarta-feira por policiais civis do 1.º Distrito Policial (DP). Ele foi pego na Rua Emiliano Perneta, próximo à Praça Zacarias, por volta das 11h30, tentando fazer mais uma vítima. “Ele se dizia dono da Alvorada Segurança de Patrimônio. Abordava as vítimas dizendo estar à procura de pessoas para a vaga de auxiliar administrativo. Daí contava uma história para a pessoa e sempre levava alguma vantagem. Muitas vezes dizia que teria que levar o candidato a emprego para ser recrutado em outro lugar e cobrava valores do transporte de van”, contou o delegado-titular do 1.º DP, Rubens Recalcatti. Rosinei, que é de Paranaguá e estava foragido da Colônia Penal Agroindustrial por estelionato, confessou que cometia o crime, alegando necessidade. “Não vou negar, eu enganava as pessoas. Prometia emprego e cobrava uma taxa para conseguir isso para elas e depois simplesmente fugia”, disse. O homem falou que enganou pelo menos cinco pessoas na capital. Ele disse que é separado da esposa e que tem dois filhos, um de 17 e outro de 25 anos. “Eles souberam da minha prisão e estão morrendo de vergonha de mim”, disse Rosinei, demonstrando arrependimento. Além de enganar as pessoas prometendo emprego, o golpisa também furtava as vítimas. Com ele foi encontrado o smartphone de uma mulher, abordada por ele duas horas antes de ser preso. “Na delegacia, ele confessou que quando havia a possibilidade, chegava a pegar objetos das vítimas, como é o caso do celular encontrado”, explicou o delegado. Lotada Depois de preso, Rosinei foi transferido diretamente para o Complexo Médico Penal, porque tem tuberculose. E mesmo sem ele, a carceragem do 1º DP está lotada, com 22 presos, e aberta para receber mais gente. “Final de semana está se aproximando e os flagrantes chegam junto. Queremos ver o que vai acontecer por aqui”, preocupou-se Recalcatti.

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