Os vigilantes de Angra dos Reis, Paraty, Rio Claro e Mangaratiba resolveram radicalizar o movimento grevista e pretendem, até a próxima sexta-feira, parar todas as agências bancárias e ainda mobilizar os trabalhadores de shoppings, condomínios, prédios públicos e de grandes empresas como Eletronuclear, Brasfels, Transpetro, entre outros. Ontem, as agências bancárias amanheceram cheias de adesivos com a palavra greve estampada em suas portas de entrada e o atendimento aos clientes foi feito de forma precária. Segundo o presidente do Sindicato dos Vigilantes da Costa Verde (as quatro cidades), Maurício da Conceição Silva até o momento o Sindicato das Empresas de Segurança Privada – Sindesp/RJ não sentou para negociar com a categoria nem tampouco apresentou nenhuma proposta sobre o acordo coletivo dos trabalhadores. O movimento grevista começou no último dia 2.   A Sindicato esperava uma reunião hoje com o Sindesp, que foi marcada via telefone na última sexta-feira. Mas ontem foi desmarcada e o recado recebido é de que o Sindicato das Empresas de Segurança é de que o assunto só será tratado no tribunal. Com a negativa, a solução encontrada pelos trabalhadores é reforçar a greve. “Até sexta-feira tentaremos fechar o maior número de agências bancárias, mas vamos partir para outros estabelecimentos que a vigilância atua. Os vigilantes da Eletronuclear, por exemplo, querem parar e estão chamando a presença do sindicato para ajuda-los a aderir ao movimento”, enfatizou Maurício. Para assegurar a legalidade em um eventual embate na justiça trabalhista, a entidade representativa da categoria está cumprindo todas as regras impostas às paralisações, como manter 40% do efetivo trabalhando e um vigilante em cada agência bancária. Os trabalhadores reivindicam 10% de aumento salarial, 20% no tíquete alimentação, redução de 20% para 10% o desconto do tíquete e plano de saúde.

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