Supervisor de Segurança

Tudo que você precisa saber sobre a função de Supervisor de Segurança Privada

Supervisor de Segurança

SUPERVISÃO Dá-se o nome de supervisão à ação de orientação, inspeção e controle que assegure a perfeita compreensão de diretrizes, normas, ordens e instruções emanadas de escalão superior. É uma atividade dinâmica, exercida com vista ao desempenho do vigilante aplicado isoladamente ou em grupo. Tem por finalidade fiscalizar, orientar e esclarecer, bem como controlar a atividade e servir como elo entre o elemento executante e o cliente. Dentro de empresas de vigilância ou em instalações que disponham de suas próprias estruturas orgânicas, a atividade de supervisão reveste-se de inquestionável importância. São os supervisores os principais responsáveis pela boa e eficiente execução cotidiana das tarefas de vigilância e segurança das edificações, bens móveis e proteção das vidas daqueles postos sob a guarda das equipes de profissionais que dirigem, orientam e inspecionam. Observando diferentes empresas de vigilância constatamos que a denominação de Supervisor acaba sendo utilizada para definir os responsáveis por uma razoável variedade de atividades. Aquele profissional responsável por constatar a apresentação pessoal, asseio, assiduidade, pontualidade, condição de armas, equipamentos e ocorrências em diversos postos de serviço recebe denominações de Supervisor, Supervisor Itinerante ou Fiscal de Área, de acordo com a nomenclatura adotada pela empresa onde trabalhe. Em algumas instituições o encarregado de exercer função de chefia localizada em postos de serviço importantes, onde haja considerável contingente de vigilantes, recebe a denominação de Supervisor. Em outras é chamado de Coordenador, Encarregado ou Monitor. Mais importante do que nos prendermos às diferentes denominações é preciso observar as missões que, quase obrigatoriamente, cabe ao supervisor desempenhar. A atividade de supervisão envolve-se diretamente com a prestação dos serviços, a “administração” da vigilância nos postos, o estabelecimento de normas, treinamento, adestramento e aferição da satisfação do cliente em relação aos serviços prestados. Não se deve confundir as missões do supervisor com as de um feitor ou de um capataz. O supervisor tem de se preocupar obrigatoriamente com os resultados do trabalho, mas segundo os conceitos de qualidade vigentes, deve esmerar-se para que resultados cada vez melhores sejam sempre atingidos. Trata-se de uma sensível mudança na direção da tão buscada Qualidade Total. O supervisor de segurança deve ser capaz de mostrar aos seus supervisionados que a atividade de segurança é excepcionalmente importante. Trata-se de um sério esforço de caráter educativo, não apenas no sentido do aperfeiçoamento técnico do serviço de vigilância, mas no sentido de fazer brotar nos executores (os quais muitas vezes não dão a devida importância à atividade que executam) novos valores. Deve estimular sentimentos de profissionalismo e busca da perfeição no que se faz, inspirando o devido respeito por quem desempenha uma atividade de alto risco e o reconhecimento da necessidade do que está sendo realizado.

SÃO DEVERES ATRIBUÍDOS AOS SUPERVISORES:

Conhecer profundamente a sua atividade, buscando constante aperfeiçoamento e atualização técnica; Conhecer seus supervisionados preocupar-se com o seu bem estar e tratá-los com dignidade e respeito; Verificar sempre se as ordens foram bem compreendidas, executadas e fiscalizadas; Desenvolver o profissionalismo e o espírito de equipe; Decidir com acerto e oportunidade; Inspirar a responsabilidade, o respeito e a confiança nos supervisionados; Empregar a equipe com critério, não exigindo aquilo que esteja acima da capacidade da equipe; Exercer controle sobre os efetivos dos postos de serviço sob sua direta supervisão; Verificar as condições gerais de serviço nos postos; Manter cadastro completo e atualizado dos postos de serviço sob sua supervisão/fiscalização, onde constem informações como: nome e endereço completo do posto, telefones do posto, nome e telefone dos responsáveis com quem se deva comunicar em caso de emergência, nome dos funcionários da segurança, discriminação da quantidade, tipo e n.º de série do armamento, quantidade de munição, discriminação dos demais equipamentos existentes no posto de serviço bem como quaisquer outras observações julgadas oportunas; Verificar diariamente, a apresentação pessoal, assiduidade e pontualidade do efetivo; Inspecionar os serviços prestados; Desenvolver sumária análise dos riscos de segurança dos postos de serviço, dispor os efetivos de segurança em suas posições, instruindo-os acerca de como deverão atuar rotineiramente e nas situações emergenciais, criando, quando for o caso, normas de procedimento voltadas para a atuação nesses casos específicos; Fazer cumprir as ordens de serviço de cada posto; Treinar e arguir os vigilantes, se possível diariamente, sobre as ordens de serviço (seu conhecimento e cumprimento) e quaisquer procedimentos pertinentes à segurança do posto de serviço; Manter nos locais de serviço arquivos atualizados contendo as ordens de serviço, manuais técnicos, ofícios ou comunicações emitidas ou recebidas, livros de registro e ocorrências, bem como planilhas de controle diversas; Convocar periódicas reuniões com o efetivo sob sua supervisão a fim de avaliar o desempenho dos membros da equipe, analisar suas sugestões, fazer críticas, revisar procedimentos e instituir novas rotinas de trabalho; Preparar notas de instrução, organizar murais ou qualquer outra forma de disseminar informação técnica; Tratar a todos com urbanidade, não transigindo na disciplina, no cumprimento das ordens de serviço e em quaisquer falhas motivadas pela indolência, negligência ou má fé; Sempre que houver substituição de vigilantes ou agentes nos postos de serviço, despender o tempo necessário para orientar os substitutos; Desenvolver uma política de conscientização dos demais empregados da necessidade de cooperação com a segurança, mostrando os benefícios que todos podem colher com tal atitude; Verificar o estado de conservação e funcionamento do armamento, munições e equipamentos existentes, comunicando de imediato as irregularidades; Representar a empresa de segurança contratada (quando for o caso) junto aos clientes, buscando antecipar-se aos eventuais problemas, apresentando soluções para aqueles de sua alçada, independentemente do auxílio de seus coordenadores ou gerentes responsáveis; e Ao registrar qualquer ocorrência operacional, utilizar formulário apropriado (ou, em sua falta, fazê-lo por meio de relatório), procurando seguir todas as orientações da chefia na sua redação. Procurar ser claro, preciso e minucioso no lançamento dos dados julgados importantes. Não esquecer que os registros de ocorrência e os relatórios são documentos com valor probatório e que alimentam o sistema de planejamento operacional da empresa. A atividade deve caracterizar-se pelo respeito à dignidade humana. Deve levar em consideração a complexidade, diferenciação das possibilidades e limitação dos indivíduos sob o ponto de vista físico, intelectual e moral. Supervisor é aquele cuja autoridade emana do seu próprio exemplo, habilidade, conhecimento técnico da atividade desempenhada, capacidade de execução e se alicerça no elevado padrão de disciplina e eficiência que exige de si e de seus supervisionados. Trata-se de profissional que consegue que seus supervisionados executem mesmo as tarefas mais difíceis, motivados muitas das vezes apenas pela admiração e confiança. A supervisão é a espinha dorsal do serviço de segurança e a empresa prestadora de serviço que negligenciá-la não sobreviverá por muito tempo em um mercado concorrido e cada vez mais voltado para a qualidade profissional e a satisfação do cliente. Supervisionar, por fim, significa inspecionar, orientar, conferir, checar, dirigir e coordenar em plano superior. Mas isso não significa isolar-se do conjunto. Significa incluir-se no time, no grupo e fazê-lo funcionar como uma equipe. Significa ter a visão da sua organização, da sua missão e de seus valores, bem como incumbir-se de alcançar suas metas. Supervisionar significa incluir-se no processo com disciplina, espírito de equipe e firmeza de propósitos, em um esforço concentrado, organizado e coordenado, comprometido com a consciência do “zero erro”, buscando a qualidade do processo em execução. Normalmente, todas as empresas de segurança privada, com maiores ou menores efetivos, constituidos por vigilantes formados e preparados para os diversos tipos de prestação, tem para além do vigilante que se encontra cara ao público, toda uma estrutura de apoio e monitorização na retaguarda, com o Supervisor a desempenhar um papel de inquestinável importância nessa estrutura operacional, tendo em vista a otimização do serviço que a empresa presta. O supervisor é no terreno, o principal responsável operacional, pela execução em qualidade das tarefas diárias, previstas nas NEP´s (Normas de Execução Permanente) que configuram o "modo de execução de serviço" em cada posto, função que exige uma boa capacidade de leitura de todas as incidências relativas à especificidade de cada serviço, não só ao nível das tarefas previstas, mas também da prestação do Vigilante, da sua postura, prática e desempenho, ou mesmo de índole pessoal, que sejam suscetíveis de pôr em causa a qualidade do serviço. Não existindo uma carta uniformizadora para o setor da segurança privada, a função do Supervisor de vigilância varia, não só em função da estrutura operacional existente, baseada na dimensão do efetivo, mas também e como sucede em inúmeras empresas, essa função pode basear-se exclusivamente no conceito de quem lidera a direção de operações, que impõe a adequação do desempenho deste profissional, a uma visão do serviço muito restrita e limitadora. Mas na generalidade e segundo as melhores regras de otimização operacional, quais são as funções do supervisor? O supervisor é o elo de ligação, entre o seu escalão superior, a gestão operacional da empresa e os grupos de trabalho, constituidos por um ou mais vigilantes, distribuidos pelos diversos locais, no cumprimento de um contrato celebrado entre a empresa e o cliente, com a responsabilidade de gerir em termos imediatos as ocorrências que lhe são comunicadas e responder em tempo útil, às diversas questões colocadas não só pelos elementos do efetivo, mas também pelo representante do cliente para a coordenação do serviço. Compete ao supervisor no âmbito da implementação das NEP´s, a constituição e organização dos diferentes postos, o estabelecimento de padrões, o treino e avaliação do pessoal destacado e perceber pelo contato direto ou indireto, o nível de satisfação dos clientes, relativamente ao serviço que está a ser prestado. O Supervisor tem obrigatóriamente de saber ler perfis aparentes ou enunciados, de perceber quais os mais adequados a um serviço específico e selecionar os elementos que melhor se enquadrem, na organização do serviço contratado por um cliente. A missão de um supervisor não deve ser confundida com a de um gerente ou capataz. O supervisor de segurança privada, tem obrigatóriamente de se preocupar em primeiro lugar com o serviço a prestar, com os resultados dessa prestação, e de acordo com o atual conceito de qualidade, deve focar a sua ação diária, na melhoria desses resultados. Os profissionais de segurança privada, que integram uma estrutura operacional, são habitualmente sujeitos a uma pressão que sendo considerada normal em termos de atividade e risco, pode ser agravada, por mal-entendidos ou pela falta de recursos, o que afeta a qualidade do serviço, sendo da responsabilidade do supervisor a implementação de soluções que ultrapassem esses obstáculos. O supervisor não deve limitar-se estritamente à execução como autómato, do caderno de normas profissionais que lhe foi supostamente entregue quando recebeu formação e assumiu essa função, mas ser capaz de implementar soluções lógicas e racionais, em termos de organização e processos na execução dos serviços, e aí sim, dentro dos limites emanados pela direção de operações da empresa. O supervisor de segurança privada deve ser capaz de inspirar os profissionais que tem à sua responsabilidade, não só pelo exemplo, mas também pelo respeito que lhes deve merecer e que não se impõe, ganha-se, com a atitude diária, nas demonstrações de racionalidade e bom senso, dos conhecimentos profissionais, do elevado sentido de responsabilidade e nas decisões, que devem ser sempre enquadradas nos três vórtices, que são, a empresa, o cliente e o vigilante. Na função diária e no âmbito da gestão operacional de um efetivo, constituido por vigilantes profissionais, o supervisor de segurança privada, deve estar preparado para um esforço sério e responsável, que chega a ser de caráter educativo e que não se resume exclusivamente às técnicas de serviço, ou ao estrito cumprimento das normas emanadas pela empresa, mas que deve ir mais além, tendo em consideração que a principal ferramenta de que dispõe, é o vigilante profissional, devendo por isso ter em consideração os diferentes contextos, a natureza dos mesmos e o elemento "homem ou mulher", de cuja prestação diária, depende o sucesso do próprio supervisor e os resultados globais, obtidos pela empresa, face ao mercado em que se insere.

SERVIÇOS PARA CUMPRIR PELOS CHEFES DE AREAS OU SUPERVISORES NO TRABALHO DIÁRIO

1- Conhecer e controlar, todos os efetivos da sua área de ação, exigir o profissionalismo, a assiduidade, o aprumo, o asseio, e a prontidão dos vigilantes. 2- Verificar a eficaz segurança da instalação, periferias vedações, iluminação, sistemas de água, sistemas de eletricidade, extintores e outros meios de combate ao incêndio. 3- Verificar a existência de projecto de normas e se esta cabalmente a ser cumprido. 4- Verificar o aprumo, o asseio e a postura do pessoal em serviço. 5- Verificar a assiduidade e disciplina. 6- Cumprir com a escala de itinerários. 7- Encaminhar as ocorrências. 8- Contactar sempre que necessário com o cliente
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Uma Resposta para “Supervisor de Segurança”

  1. luigicardoso disse:

    E sim mas ninguém quer esse tipo de profissional, estão sempre procurando mais um \”capataz\”……………………

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