Governo do RS desiste de colocar segurança privada em presídio

Decisão sobre presídio de Venâncio Aires foi anunciada

O governo do Rio Grande do Sul desistiu de colocar segurança privada no novo presídio deVenâncio Aires, no Vale do Rio Pardo. A decisão foi anunciada nesta terça-feira (16), após reunião entre representantes da Casa Civil, da Superintendência dos Serviços Penitenciários (Susepe) e do Sindicato dos Servidores Penitenciários do estado (Amapergs). Segundo a Casa Civil, no encontro ficou definido a criação de uma força-tarefa, que atuará com servidores penitenciários cumprindo diárias nos presídios de Venâncio Aires e Canoas, cujas inaugurações estão previstas para outubro. Esse regime irá funcionar até que 602 concursados, que estão realizando curso de formação, estejam aptos para assumirem suas funções.

Força-tarefa de servidores vai gerir presídio até posse de servidores.

Ao todo serão abertas inscrições para 280 diárias mensais de deslocamento, sendo 160 para o presídio de Venâncio Aires e 120 para o de Canoas. A adesão à força-tarefa ocorrerá de forma voluntária e as inscrições serão realizadas de 17 a 24 de setembro, no site da Susepe. No início do mês, a Susepe havia anunciado uma parceria com o Instituto Nacional de Administração Prisional (Inap) para gerir o presídio de Venâncio Aires. O decreto foi publicado no Diário Oficial do Estado no dia 2 de setembro. Além da segurança interna, o Inap seria o responsável por parte do serviço administrativo e fornecimento de colchões, roupas de cama e uniformes aos detentos. O Estado pagaria para a empresa R$ 2,7 mil mensais por preso, o que resultaria em um custo de R$ 1,5 milhão mensais. A penitenciária de Venâncio Aires vai abrigar 529 presos do regime fechado. Do total de vagas, 300 serão ocupadas por detentos transferidos do Presídio Central de Porto Alegre, aliviando a superlotação da maior cadeia gaúcha. O compromisso foi assumido pelo governo do Estado.

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